Nuvem funil X tornado: entenda diferenças entre os dois fenômenos registrados no Paraná

  • 11/01/2026

Destelhamentos, queda de árvores e muros: tornado em São José dos Pinhais causa estragos Em um final de semana, diversas regiões do Paraná foram atingidas por tempestades severas - e, em alguns locais, fenômenos meteorológicos assustaram moradores e causaram estragos. Na sexta-feira (9), uma nuvem funil se formou no céu de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Os ventos chegaram a 68 km/h, derrubaram o andaime de um prédio em construção e árvores em cima da rede elétrica, e mais de 20,8 mil imóveis ficaram sem luz. No sábado (10), um tornado de intensidade F2 atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Os ventos chegaram a 180 km/h e deixaram quase 300 casas destelhadas, entre outros estragos. 🔍 Mas você sabe qual é a diferença entre os dois fenômenos? Basicamente, considera-se tornado quando uma nuvem funil toca o solo e provoca ventos fortes, conforme explica o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). ✅ Clique aqui e siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp À esquerda, nuvem funil registrada em Ponta Grossa; à direita, tornado registrado em São José dos Pinhais Reprodução/RPC "A nuvem funil recebe este nome porque tem a aparência de um funil a partir da base de uma nuvem pesada do tipo Cumulonimbus ou Cumulus, sendo formada por uma coluna de ar que está girando. É o estágio inicial de formação de um tornado, mas somente virá a se caracterizar o fenômeno se vier a alcançar o solo e provocar ventos fortes", aponta o órgão. A meteorologista Júlia Munhoz complementa que a nuvem funil é caracterizada pela rotação da nuvem dentro da tempestade e se ela não toca o solo, não é considerada um tornado. "A nuvem funil tende a ocorrer quando a atmosfera se encontra muito instável, e é uma formação mais comum em células de tempestade. Ela ocorre com certa frequência no Paraná, principalmente na época de primavera/verão", aponta o Simepar. No caso de São José dos Pinhais, explica o meteorologista Leonardo Furlan, o tornado foi estreito, de curta duração e mutável, porque em alguns momentos ele tocou o chão e, em outros, não. Por isso que os danos não foram uniformes ao longo do percurso dele, aponta. Nuvem em formato de funil se tornou um tornado em São José dos Pinhais Damaris Leimann Martins Leia também: Área de Proteção Ambiental: Fazendeiro é multado em R$ 112 mil por destruir florestas nativas para abrir espaço para plantações Veja imagens: Crianças saíram ilesas de acidente que matou mãe, deixou pai ferido e destruiu carro em viagem de volta da praia Grávida de gêmeos: Bebê nasce em base da concessionária após gestante entrar em trabalho de parto na BR-277 Classificação dos tornados Existem duas formas principais de classificar tornados, a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF). No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente, e o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados - quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno. Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos. A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação. Veja abaixo: Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves; Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados; Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis; Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos; Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores; Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema. Em novembro de 2025, o Paraná registrou três tornados em apenas um dia, todos na região central do estado. Um deles, que passou por Turvo e outras cidades, foi classificado como F2. Os outros dois, que passaram por Guarapuava e Rio Bonito do Iguaçu, foram categorizados como F4. O mais severo foi o de Rio Bonito do Iguaçu, que devastou a cidade. No dia 1º de janeiro de 2026, o fenômeno voltou a se formar no estado, em Mercedes, no oeste. Na ocasião, ele foi classificado como F1 na Escala Fujita. O que provocou o novo tornado Nuvem em formato de funil se tornou um tornado em São José dos Pinhais Reprodução Todo o estado do Paraná está há dias sob alertas de tempestades emitidos pelo Instituto Nacional de Tecnologia. O aviso era mais severo era para o período entre a manhã deste sábado (10) e a manhã deste domingo (11). Ao longo da semana, o meteorologista Reinaldo Kneib havia adiantado que a previsão de temporais se devia à formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Apesar de não passar pelo Paraná, ele aumentou a instabilidade no estado. “A combinação de calor e umidade favorece as chuvas de verão, aquelas chuvas rápidas no período da tarde. Algumas vezes elas vêm associadas com queda de granizo, rajadas de vento moderados e ocasionalmente fortes, e bastante incidência de raios”, detalhou. Neste domingo (11), a área de baixa pressão se afasta em direção ao oceano, na altura do litoral uruguaio, mas segue mantendo os índices de instabilidade elevados no Paraná. Por isso, permanece a previsão de chuvas e temporais isolados sobre boa parte do estado, em especial no noroeste, norte, Campos Gerais e leste. Veja a previsão do tempo no mapa abaixo. Previsão do tempo do Simepar para este domingo (11) Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

FONTE: https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/01/11/nuvem-funil-x-tornado-entenda-diferencas-entre-os-dois-fenomenos-registrados-no-parana.ghtml


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